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O TRÍPTICO DA NATIVIDADE
Por Carla Manuela Mendes (Professora), em 2018/12/1975 leram | 0 comentários | 3 gostam
Guimarães tem, no Museu Alberto Sampaio, uma das mais preciosas peças natalícias, no âmbito da arte gótica europeia: o Tríptico da Natividade, talvez um dos mais preciosos “presépios” portugueses.
Trata-se de um altar portátil em madeira de cedro, revestido em prata dourada e esmaltada, semelhante a um retábulo de pintura, que representa no corpo central o nascimento de Jesus e nas suas abas laterais outros episódios bíblicos: à esquerda, no painel superior, a Anunciação, o Anjo e a Vigem e em baixo a Visitação; e à direita, na parte superior, anunciação aos pastores da Boa Nova, e em baixo a Adoração dos Magos, com um dos reis ajoelhados e os outros dois de pé, todos voltados para a cena central da Natividade.

De facto, na parte central, representa-se a Virgem deitada num leito, estendendo os braços para segurar o Menino, com S. José à direita, enquanto por cima do cortinado de fundo, espreitam as cabeças do burro e do boi e dois anjos nas extremidades.


Esta peça artística, com dimensões aproximadas de 1,320 de altura e 1,720 de largura, foi oferecida pelo rei D. João I a Nossa Senhora da Oliveira como pagamento da promessa pela vitória na Batalha de Aljubarrota (1385) e terá sido recolhida como troféu entre as pertenças do rei de Leão e Castela, deixadas no campo de combate, constituindo-se como uma peça única e inestimável tesouro em Portugal e no contexto europeu.

Texto
de Álvaro Nunes

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