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EFEMÉRIDES VIMARANENSES - OUTUBRO
Por Carla Manuela Mendes (Professora), em 2018/10/036 leram | 0 comentários | 1 gostam
A História de Guimarães está mais do que qualquer outra na História de Portugal. Mas, Guimarães é também terra histórica de muitas outras histórias e estórias, feitas de datas e acontecimentos marcantes. Aqui ficam algumas.
12 DE OUTUBRO

Em 12 de outubro de 1918 a imprensa da época dá conta fatídica marcha da epidemia em Guimarães, um flagelo que infelizmente coincidiu com o final da I Grande Guerra Mundial.
Assim se contava:
“Continuam-se dando bastantes casos de gripe bronco-pneumónica, havendo bastantes óbitos. Na cidade, mercê dos abalizados clínicos que temos, que têm sido incansáveis na extensão do terrível flagelo, há bastantes casos, mas parece que tendem a declinar, embora os óbitos tenham sido também numerosos.
Nas freguesias rurais, o mal tem alastrado imenso, havendo freguesias que quase vêem desaparecer os homens e mulheres relativamente vigorosos e fortes.
A todo o momento vemos atravessar a cidade carros de bois conduzindo doentes aos hospitais, não falando daqueles que se tratam em sua casa.
A autoridade determinou que no próximo domingo já possa haver missas e actos religiosos bem como que os cadáveres que sejam encerrados em caixão de chumbo possam ser depositados nas igrejas e tenham os responsos fúnebres”.

20 DE OUTUBRO

Em 20 de outubro de 1887 o rei D. Luís presidiu em Guimarães à inauguração do monumento ao fundador da monarquia portuguesa e participou na cerimónia de lançamento da primeira pedra do edifício da Escola Industrial Francisco de Holanda.
A comitiva real, da qual fazia parte o Ministro das Obras Públicas Emídio Navarro, filho da vimaranense D. Carlota Joaquina Machado, seria recebida no palacete do Conde de Margaride, no Largo do Carmo, local onde se realizou um banquete alusivo.
   
30 DE OUTUBRO

“Na noite de 30 de outubro de 1808, no espaçoso campo da Feira, houve o mais esplêndido e aparatoso fogo de vistas: subindo então ao ar imensos foguetes com diversas representações e muitas vistas alegóricas, entre as quais se representava um renhido combate entre portugueses e franceses, acabando estes por cair vencidos, voando finalmente pelos ares, sobre duas grandes girândolas de fogo, os generais Junot e Loison”.

Esta transcrição de um jornal da época noticia e recorda os festejos pela restauração de Lisboa, durante as invasões francesas (1807-1811), ocupação que a cidade de Guimarães também sentiria e enfrentaria.
A este propósito, sugerimos a leitura do texto publicado em separado, sob o título “Expressões com História”, que nos explica o significado histórico da expressão “ir parar ao maneta” e da ação da Coluna de Guimarães, durante a primeira invasão napoleónica.


30 DE OUTUBRO

Neste dia, no ano de 1943 e tempos da II Grande Guerra Mundial, organizou-se em Guimarães o conhecido Cortejo dos Mil Carros.
Pois, efetivamente (pasme-se!), apesar da fome, carestia, açambarcamento e do mercado negro de géneros alimentícios, sujeitos a racionamentos, Guimarães daria uma lição de solidariedade, ao organizar um cortejo de oferendas.
Tudo começaria com uma crónica (feminina) do Comércio de Guimarães, datada de 30 de julho desse ano, cujo apelo solidário colheu vontades na sociedade civil vimaranense e nos párocos das freguesias.
E de tal forma o sucesso foi tão grande, que em vez dos 500 carros de oferendas previstos, o repórter do Comércio de Guimarães contaria um milhar de carros de oferendas, num desfile que se prolongaria por 5 longas horas, cujos produtos encheriam a despensa do Hospital e as instituições sociais vimaranenses.
 

Texto de
Álvaro Nunes


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