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BAIRRO AFONSINO 4
Por António Lourenço (Professor), em 2018/06/2249 leram | 0 comentários | 12 gostam
Já se encontra nas bancas o número 4 da revista infanto-juvenil Bairro Afonsino, publicação bimestral relativa aos meses de junho/julho.
Na presente edição, os destaques temáticos vão sobretudo para o Dia Mundial da Criança, com o artigo da psicóloga Fátima Saraiva “Sou Criança e… vou crescer assim”, bem como sobre o texto preventivo relativo ao excessos à exposição solar, receitados e aviados à laia de bula narrativa, sob o título “Rei Sol”, pela pena de A. Rocha e Costa, licenciado em farmácia. Como é óbvio, o Mundial de Futebol da Rússia joga-se também nestas páginas, nas quais os leitores terão oportunidade de escolher os seus onzes para as três partidas iniciais e conhecer melhor as cidades onde se disputam os jogos. E, a propósito de futebol, (“Imagina lá tu se fosse verdade”), Paulo Manuel Jesus, faculta-nos as últimas notícias sobre a deslocação de uma equipa de futebol de Guimarães a Marte, para um desafio intemporal e interespacial, entre intergalácticos das “fake-news”. Um encontro para o qual, segundo a equipa técnica de Guimarães, se espera um jogo muito competitivo, apesar dos 6 meses de viagem, que podem causar alguma fadiga nos jogadores.
A atualidade marca ainda presença com uma entrevista à dupla de mágicos vimaranenses Diogo e Johnny, conhecidos como “XPlosion Close Up” que, entre outras questões, explicam qual é a magia em fazer magia e respondem ao dilema: acham que a vida é magia? Ou e a magia que faz a vida?
O passado feito presente perpassa ainda na narrativa “A Verdadeira História da Batalha de S. Mamede”, uma recriação da estória por Álvaro Nunes, que repõe a verdade histórica sobre o 24 de Junho de 1128 e da qual transcrevemos a seguinte passagem:

“Realmente, na sua peça “A Verdadeira História da Batalha de S. Mamede” (Nuno Inácio Pignatelli) conta que a batalha se terá travado porque D. Afonso Henriques se travara de razões com a mãe e com o padrasto (também Trava de nome), porquanto o infante se negara a comer a sopa (…)
No entanto, vários historiadores defendem e contra-atacam que as razões nada têm a ver com a sopa. Aliás, Afonso até adoraria sopas de cavalo cansado e caldo verde! (…)
De facto, o jovem estadista Afonso Henriques apenas se recusara a comer sopa de couve galega, importada dos terrenos do conde galego Fernão Peres de Trava, pois prejudicaria a produção de couve portuguesa que seus súbditos cultivavam nas hortas na veiga de Creixomil, desde os antigos tempos dos alcaides Magalhães e Bragança”.

A habitual rubrica dedicada à economia infanto-juvenil (Aku na uba), com um persuasivo e responsável “Guia prático de como convenceres os teus pais a darem-te uma semanada e a saberes geri-la”, bem como o consumo sustentável (desta feita sobre os cotonetes de plástico), são outros dos assuntos de ensino-aprendizagem, aos quais se ajunta o tema “Procrastinar ou o vício de adiar” para amanhã, depois, ou já vou! Por isso, não adies, não procrastines, deixa a preguicite na cama e lê o “Bairro Afonsino”.
Ademais, não falta sequer a poesia e a educação literária, concretamente através de Fernando Pessoa e o poema do seu heterónimo Alberto Caeiro “Para além da curva da estrada”, a propósito dos 130 anos do autor, bem como por via de algumas sugestões de livros e leitura para ler este verão. Tão-pouco falta o “Calendário 1,2,3 de julho”, com alusões às datas comemorativas e efemérides como o Dia Mundial das Bibliotecas, o Dia Mundial do Salvamento, o Dia Internacional sem sacos plásticos, o Dia Mundial do OVNI ou o Dia Mundial da Piada, entre outros.
Divertidas piadas secas e molhadas, que continuam igualmente na página “Gargalhotas” e que têm prolongamento e expressão lúdica-recreativa nas rubricas “Encontros com as palavras” e/ou desabafos como “não me canso de” … ; “estou farto de” …; “ou ser feliz é” … e outras situações de blá blá blá. Páginas divertidas nas quais não faltam ainda as “Curiosidades” e os “Desafios” diversos, bem como “Cenas Fixes de Matemática” e outros espaços criativos.

Quanto à revista e seu impacto, nada melhor do que a opinião do professor Daniel Sampaio, catedrático jubilado de psiquiatria e Saúde Mental pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, transcrita na contracapa: “já vi os exemplares da revista e gostei muito: bom aspeto gráfico, alegria e boas pistas para reflexão. Bom trabalho.”
Uma opinião que, a acrescentar ao apoio da Câmara Municipal de Guimarães, apraz registar como indiciadora do bom caminho.

Sê feliz e diverte-te ao ler o número quatro de Bairro Afonsino…

Texto escrito por
Álvaro Nunes

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