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MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758: NESPEREIRA
Por António Lourenço (Professor), em 2018/04/1054 leram | 0 comentários | 12 gostam
Para concluir as Memórias Paroquiais sobre as freguesias da área pedagógica do Agrupamento de Escolas Gil Vicente, falta apenas Nespereira, que aqui transcrevemos do blogue Memórias de Araduca, de A. Amaro das Neves.
De Nespereira não temos memória paroquial de 1758. Apenas encontrámos, um breve resumo sobre esta freguesia, num dos volumes de suplementos às Memórias Paroquiais que se guardam na Torre do Tombo. Resumo que tem erros, por colocar esta freguesia no termo do concelho de Lousada e na comarca de Barcelos, quando pertencia ao termo e à comarca de Guimarães. Era vigairaria anexa à prebenda do tesoureiro da Colegiada de Guimarães.
De onde vem o nome de Nespereira já aqui tratamos, quando escrevemos:
“Durante largos séculos, em Portugal, o vocábulo nêspera designava, exclusivamente, o fruto castanho, globuloso, acídulo e mole, que, depois de colhido, era acondicionado sobre palha durante algumas semanas, para concluir o seu processo de maturação. No território que hoje é Guimarães, já havia uma “villa nesperaria” no ano 973, a Nespereira de Raul Brandão. Tal designação provinha, necessariamente da nespereira comum ou europeia, com o nome científico de mespilus germanica, já que a outra árvore, a que dá frutos dourados, doces e com grandes caroços castanhos e brilhantes, a mespilus japonica, é originária do Oriente e só foi introduzida na Europa em finais do século XVIII.”
Para informação mais desenvolvida, sugere-se a leitura do texto “A nêspera”, no citado blogue.
“Nespereira”, Dicionário Geográfico de Portugal (Memórias Paroquiais), Arquivo Nacional-Torre do Tombo, Vol. 42, n.º 231, p. 110.
NESPEREIRA, Freguesia no Arcebispado de Braga, tem por Orago Santa Eulália, o Pároco é Vigário da apresentação do Tesoureiro-mor da Colegiada de Guimarães, rende cinquenta mil réis. Dista de Lisboa sessenta léguas, e de Braga três, tem cento e quatorze fogos.
Paulo dias de Niza, Portugal Sacro Profano, ou catálogo alfabético de todas as freguesias dos reinos de Portugal e Algarve, vol. II, 1768, p. 64

Texto escrito por
Álvaro Nunes


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